quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Quilombo dos palmares? O que foi? Onde ficava? Para que servia?





Quilombo dos palmares foi a maior comunidade formada por negros cativos vindos da África, que fugiam das fazendas e engenhos onde eram escravizados. O quilombo recebeu este nome porque havia um grande número de palmeiras no local.

Este quilombo surgiu no século XVI entre as décadas de 1630 e 1650. Ficava em um lugar chamada de Serra da Barriga, que atualmente pertence ao estado de Alagoas.

A história do Quilombo dos palmares


Durante o período colonial brasileiro (1500-1822) a economia do país era movida basicamente pelas fazendas de cana-de-açúcar. A principal mão de obra destes engenhos eram os negros trazidos do Continente africano.

Estas pessoas vindas da África tinham sua força de trabalho explorada e viviam em um regime de escravidão. Os escravos tinham uma rotina de trabalho muito dura, onde eram obrigados a realizar todo tipo de trabalho braçal extremamente pesado.

Além disso, a condição de vida dos escravos era péssima. Eles não tinham uma alimentação adequada e eram frequentemente agredidos e açoitados pelos capatazes das fazendas onde eram explorados.

Para sair desta situação os escravos fugiam e refugiavam em lugares escondidos na mata. Esses lugares eram fortificados, e com a chegada de mais fugitivos vindos das fazendas, foram se formando comunidades. Estas comunidades receberam o nome de quilombo ou mocambos.

Em uma destas junções de comunidades de negros fugidos, surgiu o Quilombo dos Palmares. Este devido ao seu tamanho e importância histórica é o mais conhecido de todos.

Em Palmares, além de encontrarem liberdade e refugio, os negros podiam viver conforme a sua cultura. O local era um sinal de resistência contra a exploração feita pelos homens brancos, que se consideravam superiores a eles.

Durante a sua existência o quilombo foi diversas vezes atacado por proprietários de escravos e até mesmo pelo governo. Palmares resistiu aos ataques dos invasores por cerca de 40 anos. Até que em 1694 foi destruído. Na ocasião, mais 400 quilombolas morreram no local. 



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